
http://fotolog.terra.com.br/jorgedoxum:98
JUREMA - A ARVORE SAGRADA
A Jurema, praticada em comunidades de índios visa curar os doentes e resolver problemas como infortúnio amorosa e profissionais.
Desde o século XVI, documentos escritos pelos colonizadores e narrativas deixadas por cronistas e viajantes, relatam rituais mágico-religiosos encontrados entre populações indígenas do nordeste brasileiro, em que nativos bebiam, fumavam, manipulavam ervas e invocavam seus antepassados. Um desses escritores descreveu a santidade do Jaguaribe ocorrida no sertão bahiano por volta de 1583. Evidencia um processo de religiosidade sincrética nascida no encontro de missionários e índios, além de revela relações de dominação-subordinação entre nativos e portugueses. O culto aos maracás da santidade reproduz a crença de que esses maracás obrigavam os espíritos, sendo adorados e idolatrados através de cantos, danças e do uso do tabaco. Apresenta-se simbolicamente como uma forma de resistência da população indígena contra a colonização portuguesa.
Culto
O culto a pratica da jurema está para a Paraíba, assim como o Iroko está para a Bahia. A pratica da Jurema nordestina, também conhecida como catimbó, é aparte de um longo processo encontrado nas comunidades indígenas e no interior de diferentes religiões afro-brasileiras, como o candomblé, o xangô e a umbanda. A jurema compõe um complexo de concepções e representações em torno da planta com esse nome e se fundamenta nos cultos de possessão aos mestres, cujos objetivos é curar os doentes e resolver os problemas práticos da vida cotidiana, como os infortúnios amorosos e profissionais. Esse complexo inclui ainda a bebida preparada com a casca da jurema e o uso da fumaça dos cachimbos nos rituais.
Esta arvore tipicamente paraibana, apesar de existir também em outros estados do nordeste, era venerada pelos índios potiguares e tabajaras, muitos séculos antes da descoberta Brasil. Em Pernambuco, existe um município cujo nome e Jurema devido a grande quantidade destas árvores que ali se encontra. A jurema (mimosa hostilis) depois de crescida é uma frondosa árvore que vive mais de 200 anos. Todas as partes dessa arvore são aproveitadas: a raiz, a casca, as folhas e as sementes, utilizadas em banhos de limpeza, infusões, ungüentos, bebidas e para outros fins ritualísticos. Os devotos iniciados nos rituais do culto são chamados de “Juremeiros”. Foi na cidade de Alhandra, município à poucos quilômetros de João Pessoa, que esse culto, na forma do Catimbó alcançou fama. A Jurema ja era cultuada na antiguidade por pelo menos dois grandes grupos indígenas, o dos tupis e o dos cariris também chamados de tapuias. Os tupis se dividiam em tabajaras e potiguares, que eram inimigos entre si. Na época da fundação da Paraíba, os tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil índios. Eles ocupavam o litoral e fundaram as aldeias Alhandra e a de Taquara.
Uma explicação mitológica apresenta a visão cristã quanto à origem do culto ao afirmar, que antes do nascimento de Jesus Cristo, a jurema era tida como uma arvore comum, mas quando a virgem Maria, fugindo de Herodes, no seu êxodo para o êxito, escondeu o menino Jesus num pé de jurema, que fez com que os soldados romanos não o vissem, imediatamente a árvore encheu-se de poderes sagrados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário