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SEGREDO PARA INICIADO
Durante os rituais, bebe-se a jurema, um vinho feito com algumas plantas e a principio ativo é a triptamina, que age no sistema nervoso central. Alguns pesquisadores dizem que essa substancia não é biologicamente ativa se administrada oralmente. (O vinho preparado nos cultos afro-brasileiro é composto também pela associação de Mel, álcool (vinho ou cachaça)) e diferentes vegetais, com erva-doce, hortelã, gengibre, cravo e canela. O preparado da bebida continua sendo um segredo só para iniciados. Pesquisadores e cientistas de etnobotânica lembra que procedimentos e circunstancias envolvido na preparação e uso de bebidas rituais pode interferir na composição química do liquido e na sua psicoativa. Se por um lado, o vinho da jurema este investido de todo um simbolismo, por outro lado seu aspecto terapêutico continua sendo reconhecido pelos adeptos dos cultos.
Há um inventario de saberes da flora medicinal no âmbito dos terreiros, de maneira a compor um vasto receituário que inclui sementes, cascas, raízes, folhas, raminhos e flores, preparados por eles ou indicados, mediante conselho das entidades, para a realização de defumação, xaropes,, chá, emplastos, fricção, banhos etc.
AQ iniciação na jurema se dá através da vivencia cotidiana das praticas nos terreiros, como em toda a religião. O aprendizado dos segredos da jurema é individual. O iniciado é recolhido por um período mínimo de três dias, para receber os axés. No final há uma festa aberta ao publico para apresentação do juremeiro, quando se diz que ele foi enjuremado.
A cerimônia, mas freqüente é o toque de jurema, sessão pública destinada à consulta verbal às entidades, por ocasião do transe mediúnico, para atender a pedidos dos consulentes. Em forma de roda, gira, os integrantes cantam e dançam, ao som das maracás e ilus, bebem jurema, consome bebidas alcoólicas e fumo, marcando o caráter lúdico e transgressor do ritual.
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