Parte I

È a morada arquitetônica e
sagrada das divindades, um conjunto onde agem as energias naturais, que faz a
ligação física desta com os seres humanos. Um lugar público, aberto a
todos que procuram e que recebe variados
nomes entre eles a “Casa das forças Sagradas”, “Casa de Santo”, “Axé”, “Roça de
santo”, “Barracão” ou “Terreiros”. Na nação ioruba as casas de Candomblé
denominam-se Ile Axé ,
na nação de Efon Kwe, Abassa ou
Humpame, e Mbazi ou Canzuá, na nação de Bantu. Geralmente, os terreiros ficam localizados
em lugares distantes, sem sítios, alguns em locais mais centrais. Podem ser
grandes ou pequenos, porém precisam ser bem planejadas para comportar todos os
seguimentos necessários para o bom andamento das liturgias.
As casas de candomblé podem ser consideradas Matriarcal,
patriarcal ou mista: muitas são dirigidas continuamente somente por yalorixas;
outras, somente por babalorixas. Existem também aquelas que são dirigidas pelos
dois tipos de sacerdotes, dependendo da determinação do jogo de búzios, ou até
mesmo, em determinadas situações, por certos cargos de Ogâ.
Seu cômodo esterno principal é geralmente um barracão para
as grandes festas publicas. Possuem também uma grande cozinha, para a
preparação generalizadas das comidas das Festas ou dos visitantes, e outra
menor, utilizada somente para a produção dos alimentos sagrados. Existe no
geral um ou dois banheiros públicos, existe também um espaço reservado para que a comunidades e os amigos da casa possam descansar ou mesmo
pernoitar.
Uma casa de candomblé só terá vida quando seu/sua sacerdote/sacerdotisa,
os filhos do terreiro, os amigos e os simpatizantes participarem do seu
imaginário sagrado, dando função a cada objeto e a cada lugar de edificação,
fazendo nascer ou renovando o axé do lugar. Sem isso, esta casa religiosa será
somente mais um prédio frio e sem vida construída pelo homem.
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