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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

OXUM KARE

Hoje  fiquei com  vontade de posta  algo sobre  Oxum kare.
Filha de Yemonjá (Abeokutá) e Odé (Ilobu), e irmã de Odé Kare. Podemos observar que essa região recebe a influência desses dois povos, sendo assim é inevitável que houvesse essa associação, como mostra o mapa abaixo.

Aqui no Brasil, conta-se que após Odé ter tido um filho com Oxum, Logunedé, teria ido morar com Yemonjá, lembrando que não seria o Odé da região de Ketu, que é filho de Yemonjá e sim Erinlè que é filho de Opaoká. E com Yemonjá teria tido dois filhos, Odé Kare e Oxum Kare, quando Erinlè separou-se de Yemonjá, ela cortou sua língua para que ele não contasse os segredos do fundo do mar. 
Foi então que Odé Kare foi morar com seu pai nas matas e Oxum Kare continuou com sua mãe, morando no rio que desagua no mar. Após algum tempo Oxum Kare sentiu saudade de seu pai e foi visitá-lo, no caminho ela sentiu fome, porém como morava nos rios e não tinha costume de caçar, só levou sua bebé, então mesmo com fome seguiu até o encontro de seu pai, que emocionado deu a ela de presente o Ofá (Arco e flecha unidos), e ensinou a  caçar, para que sempre que sentisse saudade de seu pai, pudesse fazer a viajem sem sentir fome.
Devido a associação a Odé, ela veste dourado e azul claro, e carrega um ofá no peito, em homenagem a seu pai, come omolokun com camarrão e ovos. Seu dia é o sábado como as demais yabas (Oxum, Yemonjá e Logun). Em alguns axés no 7 anos dessa qualidade, na primeira saída, leva um faisão dourado nos braços, uma alusão a lenda acima.
Em seu assentamento, estão presentes o otá (pedra de cachoeira), ofá, conchas do mar, além de objetos de vaidade.


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