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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Não somos africanos/ Sou Ketu a nação mais ODARA


JORGE D'OXUM

Não somos africanos

Devido um topico em uma pagina do Orkut, resolvi me desabafar.


http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=22238071&tid=2530899355707378086

http://youtu.be/fWqQGaySus4
ACHO QUE O QUE NÃO PODEMOS ESQUECER É QUE SOMOS AFROBRASILEIROS E NÃO AFRICANOS!
O correto seria Pambu Njila. Pomba-gira (não é Bombogira, que é inkisse de Angola correspondente a Exu, Orixá do Kétu) é uma entidade de Umbanda, nada tendo a ver com a Nação. Cultuando-a em separado, não vejo mal nenhum...
Continuando cultuando e sempre vou cultuar os meus queridos catiços.

Quanto ao fato de Pombogira está vinculada a Umbanda e suas tradições, bem, não concordo plenamente, a minha “DIABA” fala sobre orixás, orientam os filhos do àse, os clientes sobre o melhor trabalho a fazer para a solução dos seus problemas, tem uma postura bem diferente e compreendida quanto ao Candomblé.
Inclusive, ela chama meu Òrìsà, Òsun, de minha Senhora (minha Sinhá) patroa e se diz sua escrava.
Mas, cada caso é um caso.
Na verdade o que quero salientar é a "identidade" de cada nação.
A Umbanda se diz típica do Brasil, então ao meu modo de ver deveria apenas reverenciar aos Pretos (as) Velhos, Caboclos (que são verdadeiramente nossos ancestrais), Exus, que apesar de uma nomenclatura Yorubá foi adotado para alusão as entidades tais como: Maria Padilha Tranca Ruas e etc...
As crianças, que eles chamam de Ibejada e que se parece muito com nossa nomenclatura "Ibeji".
E os Orixás, veja bem, até na forma que escrevi, deixei bem notória a diferença, pois eles reverenciam se justificando, até mesmo pelo conhecimento que os Pretos (as) velhos trouxeram de África. Ogun Beira mar, sete Ondas, Xangô Kaô, todos esses espíritos ao meu ver são falangeiros, uma pequena fagulha de luz que afine com a energia suprema chamada Orisá. Uma forma de Homenagear aos Ancestrais oriundos de África, bem diferente do nosso caso, onde cultuamo-los próprios.
Kétu: Orisás
Jeje: Vodus
Angola: Inkices.

Entendo perfeitamente a questão como falei, do Babalorixá ou Yalorisá possuir seus guias, pois, antes mesmo de sua iniciação no candomblé, seja ele ou ela de qualquer nação distinta, já trabalhavam com esses espíritos.

O que não dá pra entender é a mistura disso tudo...!!!

Imagine em uma casa de Kétu, onde existem os Orisás, o Babalorixá ou yalorisá reverenciando um Vodun?

Imagine Casa de Jeje onde o Doté ou a Doné, reverenciem um Orixá?

Imagine casa de Angola, onde o Tatetu ou a Mametu, reverenciem um Vodun?

Fica uma coisa estranha né? Difícil de entender... Até mesmo pela diferença de nomenclatura e dialeto.

Temos de lutar pela tradição e costume de nossa nação, claro, sem descriminar as outras que juntas sofreram os mesmos pré-conceitos e as mesmas descriminações. Lutar por uma nação mais pura, com essência e identidade cultural.
24/04/09
Devido à invasão dos Djèdjè em territórios yorubanos, houve uma miscigenação ao culto. Existem casas de Djèdjè, mais precisamente as de Nago-Vodun em que Dotés e Donés reverenciem Orixás sim. Tata-fomotinho era Djèdjè-mahi, descendente direto do ceja hunde, era feito de oxum (Osun Deuiy), Jorge de yemoja (Iyapetessi) era seu filho, feito de yemoja, Djalma de láàlu (Bara seji lona) era seu filho tb, feito de exú, Não que o Djèdjè não reverenciasse Exú, mas Cultuam o Vodun Legba como um todo. Gaiyaku Luiza de Oyá, era de outra raiz do djèdjé, foi a matriarca do Hunkpame Aiyono huntolji, em cachoeira-BA e tb era de Orixá. Essas pessoas foram "feitas para orixás" e são exemplos que comprovaram a miscigenação.
24/04/09
Somos BRASILEIROS...

Tentar trazer a tona às raízes puramente africanas seria um verdadeiro caos entre nosso Culto.
Bem é sabido que na África não existiam cores diferenciadas, não existiam restrições ao uso de Dendê, entre outras coisas praticadas no Brasil.

O que devemos fazer é preservar as tradições trazidas pelos "Afro-Brasileiros", que iniciaram o Culto no Brasil nos primórdios da escravatura.

Tentar resgatar tradições perdidas e esquecidas seria uma forma de contribuir ainda mais com o desgaste já existente de nosso Culto, pois haveria muitas contradições, muitas "batidas de frente" com os fundamentos hoje utilizados.
24/04/09
Exú é um Orixá que faz parte do panteão dos Orixás, Inkices e Voduns. Não se deve confundir com entidades umbandistas que para o Candomblé é são posicionado como Eguns que se comportam como Orixás ou trabalham na linha deles. Quanto aos Caboclos, estes são Eguns também. Mas não é jamais adequado ao culto Yorubá. Exú não é exclusivo da Angola ou da Umbanda. Exú é Orixá e é o primeiro a ser cultuado. Ele tem toques direcionados a ele assim como festas tb. Exú é o único Orixá que trilha pelos caminhos de todos os Orixás, inclusive o dele próprio. Por isso ele é considerado escravo, pq acompanha os caminhos dos demais Orixás. Logo, no Kétu ele é cultuado sim, seja na versão masculina ou feminina. Importante salientar que o termo Pomba-gira é derivado do termo Pambu 'Njila que é um Inkice de origem feminina esposa de Aluvaiá (O mesmo Exú para os Yorubás) e que também tem sua versão no Yorubá, também chamada de Légbára.
24/04/09
QUANDO PARAMOS PRA ANALIZAR, NOTAMOS QUE A RAIZ MAIS FORTE DO CULTO AFRO É ANGOLA. NA MAORIA DAS CASAS ONDE FREQUENTEI E FREQUENTO FESTAS, SEMPRE DEPOIS DA NAÇÃO DA CASA, TOCA-SE PRA NAÇÃO DE ANGOLA PARA DAÍ TOCAR PRA CABOCLO OU EXUS (ESCRAVOS).
NÃO ACHO ESTRANHAS ENERGIAS DIFERENTES SOBRE UMA PESSOA, POIS TENHO PESQUISADO E ALGUMAS CASAS JÁ PRESENCIARAM ADEPTOS NESSA SITUAÇÃO, CASOS DE ATÉ MESMO O PROPRIO ORIXA VIM E AVISAR QUE É PRA SER FEITO NA NAÇÃO DIFERENTE DA QUAL IMPERA NA CASA. EX.: PESSOA DE OXUM OPARA (KETU) X OXOSSI (ANGOLA).
JÁ VI MUITOS SE DAREM DE MAL NO AXÉ POR DETERMINADOS FUNDAMENTOS SEREM FEITOS DE FORMAS HERDADAS, SENDO PASSADAS DE FORMA ERRONEA. EX.: ALGUM ZELADOR DO PASSADO ACEITOU QUE UM TAL IAÔ SAISSE SEM QUELÊ, ALGUNS FILHOS DESSE ZELADOR ADOTOU A MESMA FORMA. DENTRE OUTROS EXEMPLOS QUE EU PUDE OUVI E ÀS VEZES VÊ.
ENFIM, O FATO DE "JOGARMOS" COM OS FUNDAMENTOS QUE TEMOS NÃO QUER DIZER QUE NÃO POSSAMOS TRABALHAR COM OS FUNDAMENTOS VERDADEIROS. HOJE VEMOS PESSOAS PEGAREM DK NO 3º ANO DE OBRIGAÇÃO, MESMO QUE O ZELADOR SE RESPONSABILIZE PERANTE A FEDERAÇÃO, POUQUISSIMOS CASOS O IAÔ PEGA DK POR AMOR, SABEMOS QUE NO MUNDO DE HJ, A AMBIÇÃO FALA MAIS ALTO. DIFERENCIAR A NAÇÃO DO CULTO É FACIL, DIFICIL É COLOCAR OS FUNDAMENTOS NECESSARIOS EM CASOS ESPECIAIS. SOU KETU, SEI QUE A MINHA EM RELAÇÃO AS CERTAS "LIBERDADES" É MAIS RIGIDA. GOSTO DE APRENDER MAIS E MAIS, PARA SEMPRE ME APROXIMAR DAS ORIGENS.
Acho que houve, na época de criação do Candomblé, dentro das senzalas, uma troca, um intercâmbio. Se a gente parar para pensar, o candomblé é uma adaptação do culto africano, que era regional, para um culto brasileiro onde temos todas as divindades no mesmo lugar.
Essa adaptação aconteceu misturando-se negros escravos de todas as partes da África.
Porque então não haveria troca de ensinamentos entre eles?
la houve a preservação de certos atos e fundamentos característicos de cada nação (GEOGRÁFICA), mas houve também a adaptação, e talvez...talvez....Certos fuxicos tenham sido "aproximados", certos fundamentos tenham sido passados.
A questão do rungebe explica isso muito bem.
Acho que é desmerecer a nação alheia e não gosto disso, até porque tenho muitos amigos em Ketu em Efon e em Jêje.
Em Angola, tem diferenças de culto até nas próprias raízes!
Tumba Junsara cultua nkises de maneira diferente que Bate Folha.
Que o povo de Ketu não tem tradição em admitir o culto aos catiços (exus, caboclos e preto velho), isso é público.
Caboclo é egun de ancestral brasileiro, ou seja, não pode ter sido trazido da África e não é propriedade exclusiva de ninguém.
Existe uma tradição de Ketu bastante renomada, O Alaketu, que também tem culto aos 'donos da terra'.
Vamos ter um pouco de noção...Candomblé é rito brasileiro, nascido aqui já misturado. Ou será que existia uma senzala pra negros de Angola, outra pra Ketu, mais uma pra Jêje? Claro que não!
É desnecessário dizer que tem muita gente por aí praticando milonga e não candomblé,
Desde quando existe este tipo de crime. Quanto aos caboclos... É um culto totalmente à parte do Candomblé. Tenho visto muita gente dizer que trata dos ancestrais...E, isso daria a entender que este culto pertenceria ao candomblé. O mais engraçado é que tb temos ancestrais italianos, japoneses, alemães e tantos outros e eu nunca vi um "ancestral lusitano" rodar por ai...
Quanto a Òrísá, Vodun e Nkisi... A mistura realmente ocorreu nas senzalas pq as culturas se misturaram e houve a troca de informações... Os maiores inimigos na África negra (jeje e yoruba), aqui tiveram de conviver sem conflitos, na África não se misturavam os cultos, mas aqui todos começaram a cultuar todas as divindades.
"Não querendo ser sincrético, eu acho que no fundo essas energias convergem para o mesmo lugar: vento, rio, mar, trovão, arco-íres, etc, etc, etc. Portanto a essência dos deuses (inquice/vodun/orisa) acaba sendo a mesma. Em outras palavras:” eles são iguais, mas diferentes... O que muda é o jeito de cultuar, e isso faz a total diferença. Que fique bem claro.”“.


Eu acho que não podemos generalizar caboclo, exus como algo só do Angola. Afinal os africanos já cultuavam ancestrais, e talvez não tenhamos culto aos portugueses, espanhóis e etc, porque os verdadeiros ancestrais da terra para qual os africanos foram trazidos eram os índios. Do tempo das senzalas não podíamos esperar que não houvesse pelo menos uma troca de informação, como algumas 'trocas' já vinham da África. Talvez se enxergarmos os índios como os habitantes do Brasil e por isso tê-los presente em algumas casas que não sejam só da Nação Angola ou até da Umbanda, possa ajudar a entender um pouco essa questão. Fica difícil é misturar cultos, fundamentos, línguas, semelhanças, inovações sem discernimento do quê é o quê e 'marmotear'.

Não sei se me fiz entender!

Para finalizar. Candomblé não é religião Africana!!! Nos cultuamos divindades africanas, em dialeto africano, mas de um jeito particular Brasileiro, de acordo com a tradição das diferentes 'nações' que se organizaram na forma de terreiros. Na África não existe qualidade de Orisa, não existe carrego de santo, Orisa não vira em mais de um elegun ao mesmo tempo, não existe obrigações de tempo, não existe 'confirmação' de ogan/ekede, pois todos são iniciados, etc, etc, etc.

Umbanda também não é uma religião essencialmente Brasileira, uma bi-colagem do espiritismo Kardecista, divindades Africanas (não todo o panteão), ancestrais da terra, e forte sincretismo com os santos da igreja católica. A Umbanda é uma religião recentemente jovem, data das primeiras décadas do século XX, e Exus já era cultuado muito antes, mas muito antes disso mesmo.

Para deixar claro, isso não é afirmação nem achismo meu. Esta em qualquer livro acadêmico.
Desculpe se não fui claro o suficiente.
Um abraço a todos e Sou :
Kétu a nação mais Odara! 

http://www.youtube.com/watch?v=fWqQGaySus4

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